Espaço de debate, crônica crítica do cotidiano político paraense e de afirmação dos pressupostos de construção de um Pará e Brasil Democrático e Socialista!

Editor: José Trindade



sábado, 22 de janeiro de 2011

"A crise capitalista também é de urbanização"

David Harvey é um geógrafo britânico reconhecido internacionalmente. Estudou a relação entre as crises financeiras e urbanas. Em entrevista ao jornal Página/12, ele sustenta que a sucessão de crises no sistema é alimentada, entre outras coisas, por uma febre da construção que, por sua vez, provoca crise no capitalismo em sua atual etapa hegemonizada pelas finanças. Harvey defende ainda que existe uma estreita relação entre urbanização e formação das crises. Além dos Estados Unidos, cita como exemplo a Grécia e a Espanha. Parte da explicação da crise nestes países, defende o geógrafo, está vinculado a péssimos investimentos em infraestrutura.



Enquanto alguns especialistas se esmeram em alegar que crise atual é uma crise das hipotecas subprime ou é o estouro de um capitalismo que se financeirizou demais, David Harvey prefere falar de "crises urbanas", provocadas por uma febre da construção "sem importar o quê". Autor de "Breve história do neoliberalismo", Harvey não só acusa a desregulação do setor financeiro como um dos fatores que levaram ao descalabro atual, mas adverte que a supremacia do capital concentrado sobre as decisões políticas seguirá sendo um impedimento para sair da crise.

Em sua passagem por Buenos Aires, o geógrafo britânico conversou com o jornal Página/12 sobre as transformações do mercado imobiliário nas últimas décadas, a orientação que teve o investimento em infraestrutura e a consequente "acumulação por perda de posse". Frente a um modelo que não é sustentável, Harvey propõe pensar "um novo tipo de urbanização".

Confira a integra da entrevista no Link: Entrevista de David Harvey

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Grande Mídia e Intolerância

Não deixa de ser assustador que nossa oposição política e eleitoral não só já se utilize de técnicas e estratégias importadas dos radicais de direita dos EUA como sua retórica discursiva muitas vezes resvale para a irresponsabilidade de acusações e comparações históricas infundadas e descabidas.

A última eleição presidencial e, também, governamental, ensaiou o "retorno do império". 

O discurso ultra reacionário, mulherfóbico aqui e no Brasil são preocupantes.  O  udenismo psdebista foi parcialmente vitorioso aqui, construir a visão crítica ao eterno passado é necessário. 

Por mais que se regozijam o tempo do atraso já passou!

Confira por Venício Lima: Intolerância e poder

Conspícuos


Chegando o final de semana e como ninguém e, absolutamente ninguém, é de ferro, o colaborador Zé Lins nos brinda com mais uma de suas canjas do fundo do baú.

A que segue homenageia o poeta maior da Vila de São João do Pinheiro, nossa terrinha de Icoaraci: Antônio Nazaré Frazão Tavernard ou, simplesmente, Antônio Tavernard.



Por Zé lins


Como são os poetas,

esses cães ferinos!

Somente a meia-noite acordam

e ao meio-dia repousam.



Como são calhordas

esses poetas férvidos,

nunca dormem ou sonham

somente combinam fanfarras.



Como são ferinos

com suas idéias bandidas,

Com a chantagem à vista,

a modorra do espírito e a sua maldizente língua.



Como são conspícuos

esses poetas de antros.

Forjam idéias fortuitas e assinam longas listas casuais.


Como são os poetas, esses cães bandidos.



Em homenagem ao Maldito!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Decreto e Herança Maldita: ainda há algo a encobrir?

Versão udenista da Mesa de Negociação

O decreto n° 5 do Gabinete do Governador, publicado hoje, não apresenta maiores novidades nas suas primeiras linhas. Na medida em que o incauto barnabé se aprofunda na leitura da peça infra-legal  passa, finalmente, a se dá conta de que as diferenças entre governos e governantes não é somente peça semântica ou discurso eleitoral.

Bastante já desenvolvemos, neste espaço de pequena mídia e distante dos holofotes dos jornalões, que o discurso de herança maldita é aplicável a diferentes governos. Ana Júlia ao assumir herdou dividas e restos a pagar, sendo que o discurso de parcela do empresariado de que haveria calote não se cumpriu.

A auditagem de dividas é convencional e quanto a isso não há o que se discutir, assim como também a sempre imperiosa condição de “equilíbrio fiscal” não nos parece elemento para contestação, porém são nos detalhes que se expressam sempre o conteúdo principal.

Como para bom entendedor meia palavra basta, os Sindicatos e quejandos representantes do funcionalismo público deveriam se concentrar no Art. 5°, que explicitamente nos fala que as famosas “mesas de negociação”, fruto de anos de lutas e efetivamente estabelecidas nos últimos quatro anos, são coisas do passado petista.

Os “planos de cargos e salários” são suspensos por decreto, assim como qualquer aumento de “vantagens pecuniárias”, o que implica que as decisões tucanas quanto a “reajuste salarial” foram devidamente tomadas e resolvidas numa pincelada. Resta saber se as ruas, barnabés e sindicatos faram ouvidos moucos e silenciarão.

Ficou bastante claro a resposta à indagação que vinhamos fazendo quanto ao debate da “herança maldita”: o que há a esconder?  A partir daqui é fundamental que o movimento dos trabalhadores públicos e a sociedade paraense possam responder em viva voz ao udenismo tucano!

Os textos antes postados podem ser lidos a partir dos links:


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Neoliberalismo - a cara do capitalismo contemporâneo - e pós neoliberalismo

Por Emir Sader

O capitalismo passou por várias fases na sua história. Como reação à crise de 1929, fechou-se o período de hegemonia liberal, sucedido por aquele do predomínio do modelo keynesiano ou regulador. A crise deste levou ao renascimento do liberalismo, sob nova roupagem que, por isso, se auto denominou de neoliberalismo.

Este impôs uma desregulamentação geral na economia, com o argumento de que a economia havia deixado de crescer pelo excesso de normas, que frearia a capacidade do capital de investir. Desregulamentar é privatizar, é abrir os mercados nacionais à economia mundial, é promover o Estado mínimo, diminuindo os investimentos em politicas sociais, em favor do mercado, é impor a precariedade nas relações de trabalho.


A desregulamentação levou a uma gigantesca transferência de capitais do setor produtivo ao especulativo porque, livre de travas, o capital se dirigiu para o setor onde tem mais lucros, com maios liquidez e menos tributação: o setor financeiro. Porque o capital não está feito para produzir, mas para acumular. Se pode acumular mais na especulação, se dirige para esse setor, que foi o que aconteceu em escala mundial.

O modelo neoliberal se tornou hegemônico em escala mundial, impondo as politicas de livre comércio, de Estados mínimos, de globalização do mercado de trabalho para os investimentos, entre outros aspectos. É uma nova fase do capitalismo, como foram as fases de hegemonia liberal e keynesiana. Não se pode dizer que seja a última, porque um sistema sempre encontra formas – mesmo que aprofundem suas contradições - se outro sistema não surge como alternativa, com a força correspondente para superá-lo.

Mas é uma fase difícil de ser superada, porque a desregulação tem muitas dificuldades para ser superada. Mesmo com a crise atual afetando diretamente os países do centro do capitalismo, provocada pela fata de regulação do sistema financeiro, ainda assim pouco ou quase nada foi feito para o controle do capital financeiro, justamente a origem da crise. Como já se disse: Obama salvou os bancos, achando que os bancos salvariam a economia dos EUA. Mas os bancos se salvaram às custas da economia norteamericana, que segue em crise.

É difícil para o capitalismo desembaraçar-se do neoliberalismo, etapa que marca o final de um ciclo desse sistema. A discussão que se coloca é de se o modelo chinês representa vida útil e inteligência mais além do neoliberalismo ou do capitalismo. Se sua via de mercado se vale do mercado para superar o capitalismo ou se o mercado o vincula de obrigatória e estreita ao capitalismo.

O certo é que ser de esquerda hoje é de lutar contra o neoliberalismo, não apenas resistindo a ele, mas sobretudo construindo alternativas a este modelo, allternativas que projetem para além do capitalismo. O neoliberalismo promove um brutal processo de mercantilização das coisas e das relações sociais. Tudo passa a ter preço, tudo pode ser compra e vendido, tudo é reduzido a mercadoria, em um processo que tem no shopping center sua utopia.

Nesse caso, lutar pela superação do neoliberalismo é desmercantilizar, restabelecer e generalizar os direitos como acesso a bens e serviços, ao invés da luta selvagem no mercado, de todos contra todos, para obtê-los às expensas dos outros. Generalizar a condição do cidadão às expensas da generalização do consumidor. Do sujeito de direitos e não do dono de poder aquisitivo.

Quanto mais se desmercantilizar, quanto mais se afirmar os direitos de todos, mais se estará criando esfera pública, às expensas da esfera mercantil (que eles chamam de privada). Essa pode ser a via de passagem do neoliberalismo como estágio do capitalismo à sua superação, a uma era pós-capitalista. Mas hoje o que nos une a todos é a luta por distintas formas de pós neoliberalismo - pela universailização dos direitos, pela extensão da cidadania em todas suas formas – politica, econômica, social, cultural -, pelo triunfo do Estado social contra o Estado mínimo, da esfera pública contra a esfera mercantil.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Plano Nacional de Educação e Lei de Responsabilidade Educacional


O novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, enviado ao Congresso no final do governo Lula, tendo como principais eixos a educação infantil, o aumento dos investimentos no setor e a valorização do magistério, apresenta, também, uma inovação central: a responsabilização legal dos gestores que não cumpram as metas estabelecidas, a exemplo do que se tem, desde 2001, com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00).



As principais metas  do PNE 2011-2020 são:

·         Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

·         Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

·         Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtorno globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

·         Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

·         Oferecer educação, em tempo integral, em 50% das escolas públicas de educação básica.

·         Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

·         Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno bruto do País.



O artigo de Fernando Vives, publicado em Carta Capital possibilita uma boa exposição inicial e do por que defender o PNE e a Lei de Responsabilidade Educacional, leia a matéria no link Sairemos do atraso? e tome sua posição votando na enquete que estamos fazendo. Vale ponderar que os Deputados Federais e Senadores recentemente eleitos devem ser pressionados a tomarem posição e se responsabilizarem com os avanços educacionais necessários. Como ressalta o articulista o PNE e a referida Lei de Responsabilidade Educacional ainda não significam os melhores dos mundos, porém é um bom avanço.

PRIMEIRA GINCANA DO PD13 E CONCORRA AOS BRINDES

Estamos realizando a primeira Gincana do PD13 e oferecendo a oportunidade de brindes aos nossos visitantes, seguidores e comentadores.

O objetivo é estimular novos seguidores, colaboradores e comentadores do blog.

Regras

As regras são bem simples: cada um dos três brindes descritos abaixo requisitam uma quantidade de pontos acumulados, os primeiros colaboradores que alcançarem os pontos acumulados receberão os prêmios, além de citação de nome e imagem.

As requisições de pontos são feitas via o e-mail do blog: propostademocratica@gmail.com.

Obtenção de pontos acumulados:

1.       Para cada novo seguidor: acumula dez pontos.
2.       Para cada texto ou artigo proposto ao editor: acumula cinco pontos.
3.       Para cada comentário identificado: acumula dois pontos.

Prazo desta promoção: 17/01/11 a 25/02/11.

Brindes:

1.   Globalização para Todos: taxação solidária sobre os fluxos financeiros internacionais. Organizadores: Marcos Cintra, Giorgio Schutte, André Viana. Brasília: Ipea, 2010, 316ps. Apresentação do presidente Lula, o livro aborda o debate internacional e nacional sobre a taxação de fluxos de capitais.
Federalismo: uma introdução. George Anderson. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2009, 116ps. Obra de referência para o importante debate sobre o federalismo, sendo Anderson um dos principais especialistas no assunto.
Pontos necessários a serem acumulados: 75.



2.   Macroeconomia para o desenvolvimento: crescimento, estabilidade e emprego. Brasilia: Ipea, 2010, 410ps. Publicação do Ipea que integra o projeto Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro , articula a participação de 20 importantes especialistas na área, sendo debate central para os atuais rumos da política econômica brasileira.
Federalismo: uma introdução. George Anderson. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2009, 116ps. Obra de referência para o importante debate sobre o federalismo, sendo Anderson um dos principais especialistas no assunto.
Pontos necessários a serem acumulados: 100.



3.    Trajetórias Recentes de desenvolvimento: estudos de experiências internacionais selecionadas. Brasília: Ipea, 2009, 518ps. Obra conjunta do Ipea com a Cepal (Comissão de Estudos Econômicos para a América Latina), apresenta, a partir de extenso número de especialistas nacionais e internacionais, panorama  do debate sobre desenvolvimento, considerando tanto trajetórias nacionais, quanto elementos teóricos do processo de convergência e divergência entre nações.
Federalismo: uma introdução. George Anderson. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2009, 116ps. Obra de referência para o importante debate sobre o federalismo, sendo Anderson um dos principais especialistas no assunto.
Pontos necessários a serem acumulados: 100.



A totalização de pontos será divulgada semanalmente no quadro GINCANA DO PD13 E CONCORRA AOS BRINDES (gedgete exclusivo) e serão entregues na residência dos vencedores!

Vamos Lá: além dos brindes publique seu texto e contribua com o desenvolvimento, democracia e distribuição de renda!