Espaço de debate, crônica crítica do cotidiano político paraense e de afirmação dos pressupostos de construção de um Pará e Brasil Democrático e Socialista!

Editor: José Trindade



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011 a todos!

O ano de 2010 foi de vitórias para nós brasileiros. Fomos um dos primeiros países a mostrar solidez na saída da crise que assolou o mundo capitalista e devastou seriamente instituições e países ditos superiores ao nosso (e ainda há economias na UTI). Mostramos, mais uma vez, bom senso e inteligência ao eleger a primeira mulher presidente do Brasil; não pelo fato em si de ela ser mulher, mas pela sua capacidade indiscutível de avançar o que vem sendo feito de bom no país.
Foi também ano de vitória pela demonstração que não estamos mais tão a mercê da imprensa como em anos anteriores. Qualquer coisa que a grande imprensa apresentasse aos brasileiros era tida como verdade incontestável. Neste ano, principalmente por conta das eleições, certamente, mostramos maior discernimento e uma capacidade de argumentação mais refinada. Uma nação sem pessoas com senso crítico tende a ser norteada pelo interesse de um pequeno grupo que está no comando das decisões de poder. Estamos melhorando neste ponto, mas ainda há muito espaço para avançar.
É igualmente motivo de comemoração o sentimento de coletividade que aos poucos se enraíza no país. Individualistas ainda somos, e isso é algo que não se modifica no curto (e até médio) prazo, uma vez que temos enraizado tal comportamento fruto de uma imposição social (imposição do sistema, por assim dizer). Porém, quando ficamos felizes ao constatar nos últimos anos que milhões de pessoas saíram da miséria, que outros tantos ascenderam à classe média, que mais pessoas têm onde morar e o que comer, que mais empregos estão sendo gerados etc., é um forte sinal de que estamos um pouco mais preocupados com as questões nacionais e mais solidários para com o próximo. Também podemos melhorar neste ponto.
Bem, sabemos que as vitórias dos últimos anos são de grande importância para o processo de transformação social que estamos vivenciando em anos recentes, mas igualmente estamos cientes que muito ainda precisa ser feito. Sabemos que para alcançar um país mais igualitário e desenvolvido temos que manter e até acelerar o que vem sendo realizado de bom pelos governantes e por cada um de nós.
Ainda temos pessoas em situação de miséria e pobreza em nosso país. Ainda há pessoas que em 2010 passaram fome; ficaram sem teto, sem renda, sem assistência do poder público e, alguns, ainda sem esperança de dias melhores.
Cabe a todos nós no ano vindouro buscar por soluções para resolver (ou no mínimo amenizar) os problemas que ainda afligem muitos de nossos compatriotas (e por que não ajudar também os de outros países?). Aos detentores de poder para executar as políticas, que façam bem seu trabalho de maneira a melhorar a vida das pessoas ainda desamparadas.
Mas todos nós temos um poder, independentemente de nossa presença ou não entre os responsáveis pela elaboração e implementação de políticas: o de pensar. Podemos praticar de maneira mais intensa o exercício de pensar em propostas para melhorar nosso país. Ideias aqui, sugestões ali, conversa com amigo, um vizinho, a pessoa ao seu lado no ônibus, no avião, na fila etc. Com pequenos gestos certamente pode-se construir uma maior conscientização e isso certamente terá reflexos positivos no conjunto da obra, ou seja, na sociedade como um todo.
Que em 2011 possamos desenvolver de maneira mais fértil nossa capacidade de ser pensante, de ser dotado de poder para transformar a sociedade. Que tenhamos mais sede por melhorias, tanto pessoal quanto coletiva. E, mais importante, que tenhamos sabedoria para compreender que as melhorias que desejamos ao coletivo só serão conseguidas com a participação de todos. Vamos fazer valer o fato de vivermos em país democrático!

Feliz Ano Novo a todos! E que venha 2011!
Saudações sinceras da turma do Proposta Democrática.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Trabalho de Governo, conquista popular

A partir desta postagem passamos a levar a público a edição Trabalho de Governo, conquista popular, que divulga parte das ações, obras e políticas públicas realizadas pelo Governo Popular, publicação da Secretaria de Estado de Comunicação. 

Consideramos que estamos somente no início da defesa das conquistas implementadas pelo PT e seus aliados no estado do Pará. Sabemos que as críticas e acusações vazias serão intensas nos próximos meses, o que, diga-se de passagem, foi permanente durante todo o exercício governamental.

Os setores conservadores, os empresários da Grande mídia e o udenismo psdebista estarão juntos.

A defesa do que realizamos, do projeto de um Pará de Todas e Todos, aliado a defesa do futuro Governo Dilma enquanto parte da Revolução Democrática Brasileira, são componentes das tarefas de construção de um Brasil Democrático.

Nesse primeiro post Habitação será o destaque: nestes quatro anos de governo o investimento anual em habitação superou R$ 160 milhões, novo patamar em relação a realidade histórica do Pará:


Mais de R$ 160 milhões por ano para construir casas populares

Em quatro anos, o Governo do Pará investiu mais de R$ 670 milhões na construção e melhoria de 17.290 moradias em todas as regiões do Estado.


O Governo Popular contratou junto ao PAC cerca de um bilhão de reais, R$ 800 milhões do governo federal - via Caixa Econômica Federal - e R$ 200 milhões do Estado para investimentos nos municípios de Santarém, Marabá, Castanhal e na Região Metropolitana de Belém. São 73 empreendimentos que incluem melhorias habitacionais e construção de habitações, saneamento integrado com implantação e ampliação de redes de água, captação, produção e tratamento de água, implantação de redes e tratamento de esgoto, pavimentação e calçamento de ruas, construção de equipamentos comunitários e regularização fundiária, afora as obras do Credicasa, Minha Casa, Minha Vida e do Fundo de Habitação de Interesse Social.


Conjunto Maria Bibiana Rodrigues

Em Castanhal, 86 famílias da comunidade Jaderlândia receberam, em maio de 2010, a segunda etapa do conjunto habitacional Maria Bibiana Rodrigues, com toda infraestrutura. No início do ano, o Governo do Estado já havia entregue casas da primeira etapa do conjunto para 176 famílias. Além das obras do PAC, a Cohab também está construindo na comunidade de Jaderlândia, com recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, mais cinco conjuntos residenciais, com 1.908 unidades habitacionais.

Jardim das Garças

Em julho de 2010, Santa Izabel recebeu do governo estadual 360 casas, no residencial Jardim das Garças, bairro Miraí. Foi o primeiro residencial construído e entregue pelo PAC no Pará. Mais 224 moradias estão em andamento, no município, pelo programa Minha Casa, Minha Vida.



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Assista ao Presidente Lula no nosso Link de Entrevistas


Ao fazer uma avaliação pessoal para os jornalistas que cobrem o dia a dia da Presidência da República, em encontro realizado na manhã de segunda-feira (27/12), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o presidente Lula disse que é resultado “de uma sociedade em processo de efervescência”, fruto de diversos movimentos que marcaram a história recente do País. O presidente fez questão de lembrar aos convidados que sua gestão foi marcada pelo diálogo com os diversos setores da sociedade brasileira...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Duas entrevistas e um discurso prévio: há algo a encobrir?

Em 2007 o então ex-governador Simão Jatene, em entrevista ao “O Liberal” se queixava do discurso de “herança maldita” ao qual era imputado. Os números e os fatos, porém eram evidentes: conforme documento da Secretaria do Tesouro Nacional o Governo do Pará no ano de 2006 “apresentou déficit primário de R$ 60 milhões” e com esse resultado “o Estado incorreu em deficiência financeira de R$ 53 milhões”. Este foi o quadro pintado pelos técnicos do STN quando da sua “missão” de análise e revisão do “Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado do Pará” em abril de 2007.

Devem-se acrescer, ainda, dados das contas públicas nos primeiros dias de Janeiro de 2007, dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFEM) permite a devida conferência da posição bancária no dia 02/01/2007 mostrando que se tinha na Conta Única do BANPARÁ aproximadamente R$ 158 mil e na conta do Banco do Brasil aproximadamente R$ 23 mil, o que totalizava algo em torno de R$ 181 mil. Portanto, o governo que assume em 2007 inicia a administração em um quadro de literal caixa vazio. Acrescentem-se ao fato do “caixa vazio” as dividas repassadas de uma gestão para outra. Assim herdou-se um montante de R$174,1 milhões em despesas empenhadas, liquidadas e não pagas do exercício de 2006, sendo que deste total R$172,7 milhões referiam-se ao Poder Executivo.

No jornal “O Liberal” de 26/12/2010, o indicado novo Secretário da Casa Civil do futuro governo Jatene, diferentemente do seu queixoso chefe em 2007, agora em posição tranqüila e de atirador com espaço garantido, utiliza do discurso de “herança maldita” de forma farta e tranqüila. Em duas entrevistas concedidas, utiliza de forma farta de números açodadamente jogados. 

Na primeira entrevista, por exemplo, refere-se aos valores previstos no orçamento anual: “o gasto mensal com cada paraense é de R$ 130 por mês”. Ora o orçamento é calculado conforme base técnica há algum tempo, sendo que receitas orçamentárias são as que podem ser previstas no orçamento e constituem fonte para o pagamento das despesas autorizadas. O art. 11 da Lei 4.320/64 estabelece que a receita classificar-se-á economicamente em receitas correntes e receita de capital.

Não há ficção ou criatividade que possa alterar num passe de mágica esses números. O futuro Chefe da Casa Civil sabe disso, tanto é que na entrevista seguinte, concedida ao atencioso Ronaldo Brasiliense afirma: “O governador não promete milagres”. O que nos parece que as duas entrevistas buscam construir justificativas prévias para possíveis fatos futuros: arrocho salarial do funcionalismo público e o protelar de obras e extinção de políticas públicas desenvolvidas pelo atual governo.

Vamos acompanhar os números e os atos do udenismo psdebista! 

Coletivo Proposta Democrática 13

Sobre 2010

Postamos links de "visões" criativas ou críticas sobre o ano que se vai. E você o que nos diz de 2010?










Leonardo Boff pondera o quanto a atual crise econômica se inscreve enquanto crise humanitária. Fazendo uso de Polany ("A Grande Transformação") observa o quanto a lógica econômica subordina todas as outras esferas humanas, especialmente a política e a ética.



O episódio da prisão do dirigente do Wikilieaks, Julian Assange, expõe segundo Enio Squeff, a ponta do dente do Dragão: a paulatina fascitização das relações políticas internacionais, segundo ele a “ invisibilidade da internet não é o mesmo que a opacidade do poder invisível. Esse talvez tenha como controlar as ingerências que ele próprio, o poder, nunca imaginou, embora o tenha gerado. Será, quem sabe, e - por enquanto- uma batalha virtual, mas a detenção física do dirigente do WikiLeaks, se não destrói sistemas, pode ser o mote para o seu controle”.


Izaías Almada é escritor  e dramaturgo, no seu breve balanço das eleições presidenciais de 2010, pondera que a derrota do udenismo psdebista foi mais profunda e que “o Brasil viveu oito anos em apenas um e que poderemos viver uma “realidade mais alvissareira a partir de 2011”.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Saudações da Mafalda


Les deseo a todos un año de paz en el mundo!!! 

http://mail.uol.com.br/attachment?msg_id=NDA2Mzk&ctype=navidadmafalda.pps&disposition=attachment&folder=INBOX&attsize=527872

Aurora

Por Zé Lins

Este ano se foi!
Tudo que li,
todos os papéis assinados,
todos os trocados doados.

Definitivamente esse ano já era.
Não passou amiúde,
nem em brancas nuvens.
Tampouco sem mal quereres,
além de um bocado de afazeres.

Não foi um ano de glórias,
somente risíveis vitórias,
mas vitórias, vitórias há!
Foi um ano de vida, bem vivida.
Ano de luta, força aguerrida.

Agora todos os embrulhos por fim desfeitos,
bebidas tomadas,
canções cantadas.
Sem nenhuma força
ou exercício dantesco:
o dia se pôs.

As luzes se encimaram,
os sorrisos calaram.
Na aurora,
desses novos dias
retornem as canções,
os atos maiúsculos,
as velhas canções de bem viver!

Nesses novos dias
te encantem as crianças,
te apaixones mil vezes e
sonhes mil e uma vezes!

Nesses novos dias,
sejas irrequieto,
inventes novas idéias,
soluciones mil dilemas.

Nesses outros dias
que a areia do tempo te seja gentil!


Os votos de Feliz Natal e Esplendido Ano Novo!

Proposta Democrática 13
PS: A obra em destaque é de Portinari (acesso:http://www.google.com.br/images)